O envelhecimento da população é um fenômeno cada vez mais presente em todo o mundo, e Portugal não é exceção. Com o aumento da expectativa de vida e a diminuição da taxa de natalidade, é natural que a população mais idosa cresça e, com ela, venham novos desafios e responsabilidades.
Nesse contexto, é muito importante que o tema do envelhecimento seja abordado de forma ampla e abrangente, contemplando não apenas as pessoas idosas, mas também aqueles que trabalham com elas. É com esse propósito que Pedro Nuno, Secretário de Estado da Segurança Social, defende a criação de um pacto nacional para o envelhecimento, que valorize e reconheça o trabalho das pessoas que atuam em lares e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
Em uma recente entrevista, Pedro Nuno destacou que o país tem uma dívida para com esses homens e mulheres que dedicam suas vidas ao cuidado e bem-estar dos idosos. E não poderia estar mais correto. Afinal, esses profissionais são responsáveis por garantir uma melhor qualidade de vida para os idosos, proporcionando cuidados de saúde, alimentação adequada, atividades de lazer e companhia, entre outros aspectos essenciais para um envelhecimento digno.
É fundamental que o pacto nacional para o envelhecimento tenha esse olhar para além das pessoas idosas, pois são os trabalhadores dos lares e IPSS que tornam possível o cuidado e a atenção às pessoas mais velhas. Eles são os verdadeiros heróis da terceira idade, que dedicam seu tempo e esforço para garantir que os idosos tenham uma vida plena e feliz.
Além disso, é preciso reconhecer que esses profissionais realizam um trabalho extremamente desafiador e muitas vezes subvalorizado pela sociedade. A rotina de cuidar de idosos pode ser cansativa e emocionalmente exigente, exigindo paciência, dedicação e empatia. No entanto, esses profissionais o fazem com amor e comprometimento, colocando o bem-estar dos idosos em primeiro lugar.
Portanto, é mais do que justo que o pacto nacional para o envelhecimento contemple medidas que valorizem e reconheçam esses profissionais. Isso pode ser feito através de melhores condições de trabalho, incluindo salários justos, formação contínua, apoio psicológico e reconhecimento público do seu papel fundamental na sociedade. Além disso, o pacto deve garantir que os lares e as IPSS tenham recursos suficientes para oferecer um cuidado de qualidade aos idosos, sem sobrecarregar os trabalhadores.
É importante lembrar também que muitos desses profissionais são mulheres, que muitas vezes precisam conciliar o trabalho com a responsabilidade de cuidar da própria família. Portanto, é fundamental que o pacto nacional para o envelhecimento também inclua medidas que promovam a igualdade de gênero e a conciliação entre vida profissional e pessoal.
Além disso, é necessário que o pacto estabeleça padrões de qualidade para os lares e as IPSS, garantindo que os idosos recebam um cuidado digno e respeitoso. Isso inclui a criação de um sistema de avaliação e fiscalização eficiente, que garanta que essas instituições cumpram com as normas e padrões estabelecidos.
Todos esses aspectos são fundamentais para garantir um envelhecimento saudável e digno para a população idosa de Portugal. E é responsabilidade de todos, desde o governo até a sociedade em geral, contribuir para a construção desse pacto nacional para o envelhecimento. É preciso compreender que cuidar dos idosos é um dever de todos e que valorizar
