A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) anunciou recentemente a conclusão dos 12 inquéritos relacionados com as mortes que ocorreram durante a greve dos técnicos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) às horas extraordinárias. A greve, que teve início em 30 de outubro e foi suspensa em 7 de novembro, gerou grande preocupação e polêmica em relação à qualidade e eficácia dos serviços de emergência em Portugal.
Apesar da suspensão da greve, a IGAS manteve o acompanhamento dos casos reportados durante esse período, garantindo assim uma investigação completa e transparente. Os resultados dos 12 inquéritos foram agora divulgados, demonstrando o compromisso e empenho da IGAS em garantir a segurança e qualidade do atendimento à população portuguesa.
É importante destacar que, embora sejam lamentáveis, as mortes ocorridas durante a greve do INEM representam uma pequena porcentagem do total de atendimentos realizados nesse período. Ainda assim, cada vida perdida é uma grande perda para as famílias e para a sociedade como um todo, e por isso é fundamental garantir que todas as medidas sejam tomadas para prevenir futuros incidentes.
Segundo o relatório da IGAS, das 12 mortes investigadas, 7 ocorreram dentro de unidades de saúde e 5 durante o transporte para o hospital. Em todos os casos, foram realizadas autópsias e analisadas as condições em que os pacientes foram atendidos, bem como os protocolos de emergência adotados. Além disso, a IGAS também investigou possíveis falhas no sistema de comunicação e coordenação entre os profissionais de saúde envolvidos nos atendimentos.
A IGAS concluiu que em todos os casos houve uma atuação adequada dos profissionais de saúde, seguindo os protocolos e melhores práticas em situações de emergência. Contudo, foram identificadas algumas fragilidades no sistema de comunicação, que podem ter contribuído para alguns dos desfechos fatais. Assim, a IGAS já recomendou medidas de melhoria nesse sentido, visando garantir uma comunicação mais eficiente e eficaz entre os profissionais de saúde.
É importante ressaltar também que a greve dos técnicos do INEM era um protesto legítimo e necessário, já que esses profissionais estavam lutando por melhores condições de trabalho e remuneração. Entretanto, é fundamental que esse tipo de ação não comprometa a qualidade e a segurança dos serviços prestados à população. Por isso, a IGAS continuará acompanhando de perto qualquer situação que possa colocar em risco a vida dos pacientes.
Por fim, é importante destacar também o compromisso e dedicação dos profissionais de saúde, que mesmo em um momento de greve e sobrecarga de trabalho, atuaram com profissionalismo e empatia em cada atendimento. A greve do INEM foi um episódio difícil, mas que serviu para evidenciar a importância dos serviços de emergência e a necessidade de investimentos e valorização desses profissionais.
Em suma, a conclusão dos 12 inquéritos pela IGAS demonstra o comprometimento das autoridades em garantir a segurança e qualidade dos serviços de emergência em Portugal. A partir dos resultados obtidos, serão adotadas medidas para aprimorar ainda mais o sistema de atendimento às urgências, visando sempre a preservação da vida e bem-estar da população. Acreditamos que, juntos, podemos construir um sistema de saúde cada vez mais eficiente e confiável.






