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Unesco chama atenção para qualidade das refeições escolares no mundo

Um relatório recente da Unesco trouxe à tona uma importante discussão sobre a qualidade das refeições servidas nas escolas ao redor do mundo. Apesar de quase metade das crianças ter acesso à alimentação escolar, ainda há uma grande preocupação com o valor nutricional dos alimentos oferecidos.

O documento enfatiza a necessidade de priorizar refeições equilibradas, preparadas com ingredientes frescos e acompanhadas de ações de educação alimentar. Além disso, destaca que as refeições escolares podem trazer diversos benefícios, como o aumento da frequência e do desempenho escolar.

No entanto, o relatório também alerta para a falta de monitoramento e controle das refeições escolares, o que pode contribuir para o aumento da obesidade infantil e da insegurança alimentar global.

Diante desse cenário, a Unesco defende que é preciso valorizar a agricultura familiar e a cultura local, promovendo uma alimentação saudável e sustentável. Isso não só contribui para a identidade regional, mas também valoriza o pequeno agricultor, mantém o recurso na comunidade e estimula a economia local.

Entre as iniciativas positivas destacadas pelo relatório está o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Brasil, que restringe o uso de alimentos ultraprocessados nas refeições escolares. No entanto, para que esses números avancem ainda mais, é preciso um maior monitoramento e fiscalização por parte do poder público.

A legislação brasileira já proíbe a presença excessiva de alimentos ultraprocessados na alimentação escolar, mas é necessário um maior controle para garantir que essa medida seja cumprida. Alimentação escolar é um investimento e, muitas vezes, as secretarias de educação utilizam recursos próprios para oferecer uma alimentação de qualidade aos alunos.

Exemplos positivos em outros países também foram citados no relatório, como na China, onde a inclusão de vegetais, leite e ovos nas refeições escolares rurais aumentou a ingestão de nutrientes e a frequência escolar. Na Nigéria, um programa de alimentação escolar com base na produção local resultou em um aumento de 20% nas matrículas no ensino primário. Além disso, a introdução de milheto fortificado em refeições escolares na Índia melhorou a atenção e a memória dos adolescentes.

Diante desses resultados, a Unesco defende que os governos priorizem alimentos frescos e locais, reduzam o consumo de alimentos ultraprocessados e incluam a educação alimentar nos currículos escolares. Além disso, a organização planeja lançar ferramentas práticas e programas de formação para gestores públicos e educadores até o ano de 2025.

O relatório faz parte do Monitoramento Global da Educação (GEM), que acompanha os avanços dos países em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4), que trata da educação de qualidade. É importante que os governos e a sociedade como um todo estejam atentos a essas questões e trabalhem juntos para garantir uma alimentação escolar de qualidade para as crianças e adolescentes. Afinal, uma alimentação saudável é fundamental para o desenvolvimento físico e intelectual dos jovens e para a construção de um futuro mais sustentável.

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