O artigo deve destacar os avanços e os benefícios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) no Brasil, bem como evidenciar a importância da alimentação escolar para o desenvolvimento saudável e o desempenho acadêmico dos estudantes. É importante abordar também as mudanças e melhorias implementadas no programa ao longo dos anos, bem como os desafios que ainda precisam ser enfrentados para garantir uma alimentação escolar de qualidade para todos os alunos do país.
O Brasil é conhecido internacionalmente por sua diversidade cultural, riqueza natural e povo acolhedor. No entanto, o país também possui um programa que é referência mundial em alimentação escolar: o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Criado em 1955, o Pnae completou 70 anos de existência em 2021 e é considerado um dos maiores e melhores projetos de alimentação escolar do mundo.
O programa tem como objetivo garantir a alimentação saudável e adequada para todos os estudantes da educação básica, da creche ao ensino médio, incluindo também os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além disso, o Pnae busca valorizar a agricultura familiar, promovendo o desenvolvimento econômico e social do país. Desde a sua criação, o Pnae passou por diversas mudanças e melhorias para se tornar o que é hoje: um programa de sucesso e referência para outros países.
Em 2009, uma importante mudança foi implementada no programa com a aprovação da Lei nº 11.947/2009, que estabeleceu os parâmetros para a alimentação escolar e transformou a merenda em refeição. Com isso, o objetivo não era apenas oferecer um lanche rápido, mas sim uma alimentação completa e adequada às necessidades nutricionais dos alunos. A lei também determinou que os cardápios das escolas deveriam ser elaborados por nutricionistas, garantindo que as refeições fossem saudáveis e equilibradas.
Outro avanço importante foi a restrição da presença de alimentos ultraprocessados nas escolas, que devem ser evitados ao máximo, para garantir uma alimentação saudável. Além disso, a lei também estabeleceu que pelo menos 30% dos alimentos da alimentação escolar devem ser adquiridos da agricultura familiar, valorizando os produtores locais e ajudando no fortalecimento econômico do país.
Mas o sucesso do Pnae também depende de todos os envolvidos no processo, desde os gestores públicos até os profissionais responsáveis pela preparação das refeições. É o caso de Fernando Luiz Venâncio, que deu uma guinada em sua carreira ao assumir a cozinha da Escola Johnson, em Fortaleza, e hoje é responsável por preparar as três refeições diárias dos mais de 400 estudantes da escola. Ele destaca a importância da nutricionista na elaboração dos cardápios e na orientação para garantir uma alimentação saudável e adequada a todos os alunos, incluindo aqueles com restrições alimentares.
Mas o Pnae não é importante apenas para a saúde dos estudantes, ele também é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país. A presença da agricultura familiar no programa tem um impacto positivo na economia, já que a cada R$1 investido pelo Pnae, o PIB nacional cresce cerca de R$1,52 na agricultura e R$1,66 na pecuária. Isso significa que o Pnae não só ajuda a garantir a alimentação escolar, mas também contribui para o desenvolvimento do país.
E não é apenas o Brasil que se beneficia do Pnae. Durante a 2ª Cú






