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Livre quer salvar o STOP e “investir na criação artística” do Porto

O espaço urbano é uma das principais características de uma cidade. É nele que as pessoas se encontram, trabalham, se divertem e vivem. No entanto, em muitas cidades ao redor do mundo, o espaço urbano está sendo cada vez mais pressionado pelo turismo imobiliário. Vemos edifícios históricos sendo transformados em hotéis, apartamentos e escritórios, enquanto os moradores locais são forçados a deixar suas casas devido ao aumento dos preços dos imóveis.

Em Lisboa, essa pressão turística imobiliária tem sido especialmente forte. O Centro Comercial STOP, localizado no coração da cidade, é um exemplo disso. Antigamente, o local era um mercado tradicional onde os moradores locais faziam suas compras diárias. No entanto, com o aumento do turismo, o espaço foi transformado em um centro comercial que oferece principalmente produtos e serviços para turistas.

Mas Rui Tavares, ex-deputado europeu e membro da associação cultural “Espaço STOP”, acredita que o Centro Comercial STOP pode ser transformado em um espaço cultural que irá beneficiar tanto os moradores locais quanto os turistas. Em uma entrevista recente, Tavares afirmou que “o espaço urbano não deve ser visto apenas como uma oportunidade de investimento imobiliário, mas também como um local para investir na criação artística”.

O Centro Comercial STOP já possui algumas iniciativas culturais, como apresentações musicais e exposições de arte. No entanto, Tavares acredita que é necessário investir mais na criação artística e tornar o espaço um ponto de encontro para artistas e criativos. Ele enfatiza que o espaço tem o potencial de se tornar um centro cultural dinâmico que irá atrair tanto os moradores locais quanto os turistas.

Além disso, Tavares acredita que o espaço pode ser transformado em um local para promover a cultura e a história de Lisboa. Com o aumento do turismo, muitas vezes a identidade e a história das cidades são perdidas em meio a tantos turistas. No entanto, o Centro Comercial STOP, sendo um local histórico, pode ser utilizado para preservar e promover a cultura e a história da cidade.

Além disso, a transformação do Centro Comercial STOP em um espaço cultural pode trazer benefícios econômicos para a cidade. Tavares afirma que “a cultura é um motor econômico e pode gerar empregos e renda para a cidade”. A criação de um espaço cultural dinâmico e atrativo pode atrair mais turistas, além de apoiar e promover a indústria criativa local.

No entanto, a transformação do Centro Comercial STOP em um espaço cultural não será fácil. Tavares reconhece que há obstáculos a serem superados, como a resistência dos proprietários dos estabelecimentos comerciais no local. Mas ele acredita que é possível encontrar soluções que beneficiem tanto os proprietários quanto a comunidade.

A iniciativa de Rui Tavares e da associação cultural “Espaço STOP” é um exemplo de como o espaço urbano pode ser transformado em um local que beneficia a comunidade e promove a criatividade e a cultura. É um esforço para resistir à pressão turística imobiliária e preservar a identidade e a história de Lisboa.

Em vez de apenas ver o espaço urbano como uma oportunidade de investimento, é importante pensar em maneiras de torná-lo um lugar que atraia e beneficie todos os cidadãos. O Centro Comercial STOP pode ser um exemplo de como isso é possível. Esperamos que essa iniciativa inspire outras cidades ao redor do mundo a repensar o uso do espaço urbano e a investir na criação artística e cultural.

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