A poesia é uma forma de expressão que tem o poder de tocar as pessoas de maneira profunda e transformadora. E quando essa arte é levada para dentro das escolas, o impacto pode ser ainda maior. É com esse objetivo que o projeto Poéticas na Escola – Slam está sendo implementado em uma escola na zona oeste do Rio de Janeiro.
A partir desta quarta-feira (8), a Escola Municipal Ginásio Emilinha Borba, localizada no bairro de Santa Cruz, receberá 10 oficinas ministradas para alunos entre 12 e 14 anos sobre o slam. O termo, que significa batida ou impacto em inglês, também é utilizado para designar a poesia com viés crítico social, recitada sem recursos musicais e de figurino.
O projeto já passou por 13 escolas no município e região metropolitana do Rio de Janeiro, alcançando mais de 2.770 jovens. O objetivo é desenvolver a literatura e a expressão poética entre os estudantes, despertando neles o interesse pela leitura e pela escrita.
A iniciativa é da organização Alkebulan Arte & Cultura, com o apoio de instituições públicas, como o Ministério da Cultura e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O coordenador do projeto, Felipe Calarco, acredita que a experiência tem um impacto positivo no interesse dos estudantes pela leitura.
Segundo Calarco, muitos jovens que eram tímidos passam a se expressar com mais segurança após a experiência, tanto na fala quanto na escrita. Além disso, outros descobrem na poesia uma forma de lidar com os sentimentos e elaborar as próprias vivências. O professor relata que há casos de alunos que, após participarem do projeto, passaram a se interessar mais por leitura, buscar referências e até escrever de forma espontânea, fora dos encontros.
No entanto, apesar dos benefícios do projeto, Calarco ressalta a carência de recursos financeiros para uma melhor estruturação do Poéticas na Escola, além da dificuldade de conciliar o projeto com a rotina escolar já estabelecida. Na escola Emilinha Borba, por exemplo, as oficinas ocorrerão no contraturno, mostrando a dedicação e o esforço dos envolvidos em proporcionar essa experiência aos alunos.
A ideia original de promover batalhas de poesia nas escolas surgiu em Chicago (EUA) nos anos 1980, e no Brasil foi abraçada principalmente pelo público jovem das periferias, como ferramenta de expressão e resistência. O país reúne um circuito de competições nacional, mostrando a força e a importância do slam na cultura brasileira.
É importante ressaltar que a poesia é uma forma de arte que pode ser acessível a todos, independentemente de classe social, gênero ou raça. E é por isso que projetos como o Poéticas na Escola – Slam são tão importantes, pois levam a poesia para dentro das escolas, democratizando o acesso e possibilitando que mais jovens tenham contato com essa forma de expressão.
Além disso, a poesia também é uma ferramenta poderosa para a reflexão e o debate sobre questões sociais. Ao abordar temas como racismo, machismo, desigualdade social e outros, o slam permite que os jovens se posicionem e expressem suas opiniões de forma criativa e impactante.
Portanto, a implementação do projeto Poéticas na Escola – Slam na Escola Municipal Ginásio Emilinha Borba é uma iniciativa que merece ser aplaudida e incentivada. A poesia tem o poder de transformar vidas e, quando levada para dentro das escolas, pode transformar também a educação e a soc
