Um dia antes da partida contra o Japão, o técnico italiano Carlo Ancelotti surpreendeu ao afirmar que a seleção brasileira deve atuar como se ainda estivesse em um momento de experimentação para a próxima Copa do Mundo, que será realizada em 2026. Essa declaração gerou algumas dúvidas e especulações sobre a estratégia do treinador para o amistoso contra os japoneses, mas também demonstra uma visão a longo prazo e a preocupação em construir um time forte e competitivo para a competição mais importante do futebol mundial.
Em sua entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (13), Ancelotti deixou claro que a prioridade no momento é avaliar diferentes sistemas de jogo e dar oportunidades para que os jogadores mostrem seu potencial. Afinal, é preciso lembrar que ainda faltam seis anos para a próxima Copa do Mundo e muitas coisas podem mudar até lá. Por isso, é importante que o treinador tenha tempo para testar diferentes opções e definir a melhor estratégia para a seleção brasileira.
Além disso, Ancelotti ressaltou a importância da motivação e da concorrência saudável entre os jogadores. A seleção brasileira conta com um elenco repleto de talentos individuais, mas é necessário que cada um esteja motivado e comprometido para alcançar o sucesso coletivo. A concorrência por uma vaga no time titular é benéfica, pois estimula os jogadores a darem o seu melhor e a evoluírem constantemente.
E é justamente essa evolução que tem sido notada sob o comando de Ancelotti. A goleada por 5 a 0 contra a Coreia do Sul na última sexta-feira (10) foi um reflexo do trabalho do técnico italiano, que está dando sua cara ao time. O esquema 4-2-4 utilizado naquela partida pode até não ser o preferido de Ancelotti, mas foi uma forma de testar a equipe e aprimorar aspectos específicos do jogo. Agora, contra o Japão, a seleção brasileira deve entrar em campo com um 4-3-3, mostrando a versatilidade e a capacidade de adaptação ao jogo proposto pelo técnico.
Ancelotti também chama a atenção para um aspecto muitas vezes deixado de lado no futebol: o comprometimento coletivo. A seleção brasileira sempre foi conhecida por seu estilo de jogo bonito e envolvente, mas o técnico italiano parece entender que o jogo bonito não se resume apenas aos lances individuais com a bola. É necessário ter uma equipe organizada e empenhada em todas as fases do jogo, tanto com a bola quanto sem ela.
E é com esse pensamento que Ancelotti começa a construir sua trajetória à frente da seleção brasileira. Com um futebol bonito, mas também competitivo e comprometido. Um futebol que pode levar o Brasil ao tão almejado hexacampeonato mundial em 2026.
Neste amistoso contra o Japão, a seleção brasileira terá uma equipe bastante diferente daquela que goleou a Coreia do Sul. Alguns jogadores que foram poupados ou que entraram no decorrer da partida, agora terão a chance de mostrar seu potencial desde o início. E isso só reforça a ideia de que Ancelotti está em busca da equipe ideal para a Copa do Mundo de 2026.
Uma das novidades no time titular será o goleiro Hugo Souza, que terá a oportunidade de mostrar seu talento e brigar por uma vaga entre os titulares. Além dele, outros jogadores como Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo, Carlos Augusto, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Luiz Henrique, Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli
