Nos últimos anos, o mercado imobiliário em Portugal tem sido alvo de muita discussão e debate. Com o aumento do turismo e a consequente procura por casas para alugar, os preços das habitações têm aumentado significativamente, tornando-se um desafio para muitas famílias portuguesas encontrar um lar adequado e a um preço acessível.
Neste cenário, o economista João Duque, em declarações à Renascença, defendeu a necessidade de aumentar o imposto sobre as casas que estejam vazias, como forma de aumentar a oferta no mercado e fazer baixar os preços. Esta medida, segundo o especialista, pode ser uma solução viável para enfrentar a crise habitacional que o país enfrenta.
De acordo com João Duque, muitas casas em Portugal permanecem vazias, enquanto milhares de pessoas lutam para encontrar uma habitação que possam pagar. Isto cria um desequilíbrio no mercado, levando a um aumento dos preços e dificultando o acesso à habitação para muitos portugueses. Por isso, o economista propõe um aumento do imposto sobre essas casas vazias, como forma de incentivar os proprietários a colocarem as suas propriedades no mercado, aumentando assim a oferta e, consequentemente, fazendo baixar os preços.
Esta medida não é nova e já foi implementada em outros países europeus, como a França e a Holanda, com resultados positivos. Em Portugal, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) já prevê uma taxa agravada para as habitações que se encontrem devolutas há mais de um ano, mas, segundo João Duque, é necessário ir mais longe e aumentar ainda mais esta taxa para tornar a medida eficaz.
Além disso, o economista defende que os proprietários de casas vazias devem ser incentivados a colocá-las no mercado de arrendamento, oferecendo-lhes benefícios fiscais, por exemplo. Com mais casas disponíveis para arrendar, haverá uma maior concorrência entre os proprietários, o que irá fazer baixar os preços dos alugueres, tornando-os mais acessíveis para os inquilinos.
No entanto, é importante lembrar que esta medida não deve ser vista como uma forma de punir os proprietários de casas vazias, mas sim como uma forma de incentivar a sua utilização. Muitas vezes, estas casas encontram-se vazias por motivos legítimos, como heranças ou questões legais, e é importante salvaguardar estes casos. Por isso, o aumento do imposto deve ser gradual e acompanhado de medidas que incentivem a colocação destas casas no mercado de arrendamento.
Esta proposta de João Duque tem sido bem recebida por muitos especialistas e organizações ligadas ao setor imobiliário. De acordo com a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), esta medida pode ser uma forma de travar a especulação imobiliária, que tem sido apontada como uma das principais causas para o aumento dos preços das habitações em Portugal.
Além disso, esta medida pode também ser benéfica para a economia do país, uma vez que irá estimular o investimento no setor imobiliário, criando mais empregos e dinamizando a economia local. Com mais casas disponíveis para arrendar, também haverá um aumento na procura por serviços ligados à habitação, como a construção e a manutenção, o que pode impulsionar a economia e gerar mais receitas para o Estado.
Em resumo, o aumento do imposto sobre as casas vazias pode ser uma medida eficaz para enfrentar a crise habitacional em Portugal e tornar os preços das habitações mais acessíveis para todos. No entanto, é






