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Melhorar a educação: veja histórias de professores que fazem a PND

Mais de 1,08 milhão de participantes se inscreveram para a primeira edição da Prova Nacional Docente (PND) em todo o país, que está acontecendo desde as 13h30 deste domingo (26). Essa prova é uma etapa obrigatória para quem completar um curso de licenciatura em 2025 e também para os professores que desejam utilizar a pontuação do exame em um processo seletivo de docentes promovido pelos estados e municípios que aderiram ao chamado CNU dos Professores.

Com duração de 5 horas e 30 minutos, a prova terminará às 19h, no horário de Brasília. No entanto, os candidatos podem sair da sala de aplicação do exame após duas horas do início. Essa avaliação é uma grande oportunidade para os professores se destacarem e mostrarem seus conhecimentos na área que atuam.

Um dos candidatos que está realizando a PND no Distrito Federal é Francisco Gilvar Pereira da Silva, de 56 anos. Ele é filho de um casal de analfabetos do Piauí e começou a trabalhar aos 7 anos como auxiliar no carregamento de areia e madeira de caminhões em Amarante (PI). A vinda para Brasília aconteceu motivada pelo serviço militar, mas foi como auxiliar de limpeza em uma escola privada que ele descobriu sua paixão pela educação.

A partir dessa experiência, Francisco trabalhou para galgar posições na instituição até chegar ao cargo de auxiliar administrativo. A proximidade com o meio acadêmico e a vontade de ensinar o levaram a cursar Administração como primeira graduação. Agora, aos 56 anos, ele está prestes a concluir seu segundo curso superior, em Letras – Português. Infelizmente, seus pais não terão a oportunidade de ver o filho com o diploma na mão, mas Francisco quer retribuir o apoio e incentivo que recebeu de sua família, voltando para sua terra natal e fazendo a diferença na educação de outros “Franciscos e Franciscas”.

Outro candidato no Distrito Federal é Edinácio Silva Vargas, indígena da etnia Marubo, que aos 32 anos sonha em ser professor de língua inglesa. Ele compartilhou que saiu da Terra Indígena Vale do Javari, em Cruzeiro do Sul (AC), com o sonho de falar outro idioma e agora pretende unir suas formações em Administração e Letras para ensinar e ajudar seus futuros alunos.

Diego Lima, de 23 anos, também está realizando a PND para começar sua carreira como professor de Educação Física. Nascido com paralisia cerebral, ele é um atleta paralímpico e enxerga na docência uma forma de continuar ajudando e inspirando outras pessoas. Diego já praticou diversas modalidades esportivas adaptadas e a dedicação de seus professores o inspirou a seguir o mesmo caminho.

Maíra Araújo dos Santos, de 23 anos, moradora de Itapoã, no Distrito Federal, escolheu fazer a PND para comprovar a presença no Enade das Licenciaturas, já que precisa do diploma para realizar seu sonho de ser professora do ensino fundamental. Ela compartilhou que a professora de Química no ensino médio a influenciou a seguir essa área, mostrando que a disciplina vai além do medo que muitos alunos têm.

Solange Oliveira Braga, formada em Pedagogia, pretende ser aprovada no concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal que acontecerá em 2026. Ela acredita que sua experiência de cuidar dos irmãos pequenos em São Francisco, cidade de Minas Gerais, foi um dos fatores que a levou a seguir a carreira de professora

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