O Campeonato Mundial de Taekwondo deste ano, realizado em Wuxi (China), foi um evento histórico para o Brasil. O lutador fluminense Henrique Marques se tornou o primeiro homem do país a conquistar uma medalha de ouro no evento, sendo o terceiro atleta a alcançar esse feito, sendo o segundo nesta edição.
Henrique, que ocupa o quinto lugar no ranking mundial da categoria até 80 kg, garantiu o título inédito ao superar um atleta da casa na final, o chinês Qizhang Xiang. Antes disso, o lutador de 21 anos derrotou Kelvin Calderón Martinez, de Cuba, Faysal Sawadogo, de Burkina Faso, CJ Nickolas, dos Estados Unidos, e Artem Mytarev, russo que competiu como atleta neutro devido à suspensão do país pela invasão à Ucrânia.
Essa conquista em Wuxi é um marco na carreira de Henrique, que teve que superar muitos obstáculos nos últimos dois anos. Em 2023, o lutador enfrentou o falecimento de seu pai, Ari Fernandes. Em 2024, ele quase abandonou o esporte ao descobrir uma arritmia cardíaca, que o levou à mesa de cirurgia. No entanto, Henrique mostrou sua força e determinação, e com muito treinamento e dedicação, conseguiu alcançar o topo do pódio no Campeonato Mundial.
A história de Henrique com o taekwondo começou em um projeto social em Porto de Caixas, bairro pobre de Itaboraí (RJ), cidade onde nasceu. O esporte foi sua válvula de escape e sua paixão desde então. Em 2024, Henrique representou o Brasil na Olimpíada de Paris, na França, mas acabou parando nas quartas de final. Agora, com a medalha de ouro no Campeonato Mundial, ele mostra que é um verdadeiro campeão e que seu nome ficará marcado na história do taekwondo brasileiro.
Além de Henrique, o Brasil também foi representado por outras duas atletas nesta segunda-feira (27). A catarinense Júlia Nazário, na categoria até 46 kg, e a mineira Raiany Fidelis, acima de 73 kg. Ambas conquistaram vitórias em suas estreias, mas acabaram caindo na segunda rodada. Júlia venceu a uzbeque Madina Shoniyozova, mas não conseguiu superar Dzejla Makas, da Bósnia e Herzegovina. Já Raiany, que iniciou sua caminhada com uma vitória sobre a catari Noor Nazar Mohammed, acabou perdendo na luta seguinte para a espanhola Tania Etcheverria.
Na última sexta-feira (24), a paulista Maria Clara Pacheco já havia feito história ao conquistar o ouro na categoria até 57 kg, repetindo o feito da paranaense Natália Falavigna, primeira atleta brasileira a ser campeã mundial em 2005. Com essas conquistas, o taekwondo brasileiro mostra que está em ascensão e que tem grandes talentos e potenciais campeões.
Nesta terça-feira (28), o Brasil tem mais dois lutadores em busca de medalhas no Campeonato Mundial. O catarinense João Victor Souza Diniz, na categoria até 68 kg, e a paulista Milena Titoneli, até 67 kg. Milena, aliás, já possui um bronze da edição de 2019, em Manchester (Inglaterra), e tem grandes chances de subir ao pódio novamente.
O Brasil tem muito a comemorar com os resultados conquistados até agora no Campeonato Mundial de Taekwondo. Além das medalhas,
