No dia 26 de novembro, o Orçamento do Estado para 2021 foi aprovado na Assembleia da República, com os votos a favor do PS, BE, PCP, PAN e das deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues. Uma aprovação que contou com a abstenção do PSD e do CDS-PP e com o voto contra do Chega, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita, Joacine Katar Moreira.
Mariana Vieira da Silva, Ministra de Estado e da Presidência, e Duarte Pacheco, líder parlamentar do PSD, comentaram a aprovação do Orçamento e a relação do partido com o Chega. Em entrevista à SIC Notícias, a Ministra afirmou que o PSD “não pode ser responsabilizado por aquilo que o Chega diz ou faz”. Já Duarte Pacheco, em declarações à RTP, afirmou que a abstenção do partido foi uma forma de “mostrar responsabilidade e maturidade política”.
A relação do PSD com o Chega tem sido um tema controverso, especialmente após a abstenção dos sociais-democratas na votação da Lei da Nacionalidade, que permitiu a atribuição da nacionalidade portuguesa a descendentes de judeus sefarditas. O Chega, que tem uma posição contrária a este alargamento da nacionalidade, acusou o PSD de se aliar à esquerda na aprovação da lei. No entanto, Mariana Vieira da Silva afirmou que a decisão da abstenção foi tomada com base em “critérios de justiça e equilíbrio”.
No plano europeu, Portugal tem enfrentado desafios na sua relação com a China. A presença da UE na cimeira da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) foi um momento importante para reforçar os laços com esta região, que é vista como um parceiro estratégico para a União Europeia. No entanto, a China tem uma forte presença nesta região e tem sido alvo de críticas por parte dos países europeus, devido às suas políticas de direitos humanos e ao seu papel na economia global.
Além disso, o encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, também foi um tema de destaque. Os dois líderes reuniram-se na cimeira do G20, onde discutiram questões comerciais e a crise climática. Mariana Vieira da Silva destacou a importância de uma relação equilibrada entre a UE e a China, afirmando que “é necessário manter um diálogo construtivo, mas também ser firme na defesa dos nossos valores e interesses”.
Apesar dos desafios, Portugal tem mantido uma posição de diálogo e cooperação com a China, sendo um dos países europeus que mais investe neste país. No entanto, é importante manter uma postura crítica e vigilante em relação às políticas chinesas, especialmente no que diz respeito aos direitos humanos e ao comércio justo.
No contexto atual de incertezas e desafios, é importante que os líderes políticos mantenham uma postura responsável e comprometida com o bem-estar dos cidadãos. A aprovação do Orçamento do Estado para 2021 é um passo importante para garantir a estabilidade e o desenvolvimento do país, mas é necessário continuar a trabalhar em conjunto para enfrentar os desafios nacionais e internacionais.
O PSD, como principal partido da oposição, tem um papel fundamental na construção de soluções e na defesa dos interesses dos portugueses. É importante que haja uma relação de diálogo e respeito entre os diferentes partidos políticos, mesmo quando existem divergências de opinião. A democracia só funciona quando há espaço para o debate e para a





