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Metade dos envolvidos com tráfico de drogas não chega ao ensino médio

A conclusão do ensino médio é um marco importante na vida de qualquer pessoa. É o momento em que se encerra uma etapa de aprendizado e se começa a traçar planos para o futuro. No entanto, infelizmente, essa realidade ainda é uma conquista para poucos. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Favela, apenas dois em cada dez entrevistados que estão envolvidos com o tráfico de drogas concluíram o ensino médio. Além disso, mais da metade dessas pessoas não chegam a concluir sequer o ensino fundamental.

Esses dados são alarmantes e mostram como a falta de acesso à educação é um problema que afeta diretamente a vida dessas pessoas. A pesquisa Raio-X da Vida Real, realizada em favelas de 23 estados brasileiros, entrevistou quase 4 mil pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e revelou que a baixa escolaridade é um dos principais fatores que contribuem para a entrada dessas pessoas no mundo do crime.

É importante ressaltar que a falta de acesso à educação não é a única causa para o envolvimento com o tráfico de drogas. A pesquisa também apontou que a falta de oportunidades de emprego e a baixa renda são fatores que influenciam diretamente na escolha dessa atividade. No entanto, é inegável que a educação é um fator determinante para a mudança de vida dessas pessoas.

Um dado que chama a atenção na pesquisa é que, quando questionados sobre o que fariam de diferente em suas vidas, 41% dos entrevistados responderam que teriam estudado ou se formado. Isso mostra que, apesar de estarem envolvidos com o tráfico de drogas, essas pessoas reconhecem a importância do estudo e como ele poderia ter sido um fator de mudança em suas vidas.

É preciso que as políticas públicas sejam direcionadas para a educação e para a geração de oportunidades de emprego para essas pessoas. Além disso, é fundamental que haja incentivos para que elas possam concluir seus estudos e ter acesso a uma formação de qualidade. A educação é um direito de todos e deve ser garantida para que as pessoas possam ter uma vida digna e construir um futuro melhor.

Outro dado preocupante revelado pela pesquisa é que a maioria dos entrevistados sofre com problemas de saúde mental, como insônia, ansiedade, depressão e alcoolismo. Isso mostra que, além de enfrentarem as dificuldades da vida no tráfico de drogas, essas pessoas também lidam com questões emocionais que podem ser agravadas pela falta de acesso à educação e às oportunidades de emprego.

É importante ressaltar que a falta de acesso à educação não é um problema exclusivo dessas pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Infelizmente, a realidade da educação no Brasil ainda é precária e afeta milhões de jovens em todo o país. É necessário que o governo e a sociedade como um todo se mobilizem para mudar essa realidade e garantir que todos tenham acesso a uma educação de qualidade.

A pesquisa também revelou que o sonho de consumo mais comum entre os entrevistados é ter uma casa própria. Isso mostra que, apesar de estarem envolvidos com o tráfico de drogas, essas pessoas têm sonhos e desejam conquistar uma vida melhor para si e para suas famílias. A casa é vista como um símbolo de segurança e estabilidade, e é importante que haja políticas que incentivem a realização desse sonho.

Além disso, a pesquisa mostrou que a maioria dos entrevistados foi criada em famílias monoparentais, sendo que a maioria delas é liderada por mães. Isso reforça a importância do papel das mulheres na soc

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