Há tempos, a questão das mudanças climáticas tem se tornado cada vez mais urgente e debatida em todo o mundo. A constante emissão de gases de efeito estufa, principalmente pela ação humana, tem causado um aumento na temperatura global e consequentemente, uma série de impactos negativos no meio ambiente. Diante desse cenário, diversos esforços têm sido feitos para mitigar essas alterações e reduzir as emissões, mas parece que estamos presenciando uma marcha-atrás nessa luta.
A eurodeputada Lídia Pereira, presidente da delegação do Parlamento Europeu na COP 30, revelou em entrevista à Renascença que as negociações sobre mudanças climáticas não estão correndo bem. Segundo ela, isso se deve a diversos bloqueios causados por países árabes e à incapacidade do Brasil de liderar as negociações. Essa é uma notícia preocupante e que merece ser analisada com atenção.
Como é de conhecimento geral, a COP (Conferência das Partes) é uma reunião anual que reúne líderes mundiais para discutir medidas e ações de combate às mudanças climáticas. A COP 30, que ocorreu em Madrid no ano passado, tinha como principal objetivo finalizar os detalhes do Acordo de Paris, estabelecido em 2015. Este acordo prevê a redução de emissões de gases de efeito estufa e ações de adaptação para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C.
No entanto, conforme relatado pela eurodeputada Lídia Pereira, a COP 30 não teve o desfecho esperado. A presença de países árabes na mesa de negociações parece ter sido um dos grandes impeditivos para a tomada de decisões. Esses países são grandes produtores de petróleo, e acabam tendo interesses próprios em jogo quando o assunto é a redução de emissões. O bloqueio das negociações por parte deles é um reflexo do desafio que é mudar um modelo econômico baseado em combustíveis fósseis para um modelo mais sustentável.
Além disso, a incapacidade do Brasil em liderar as negociações também foi apontada como um fator de dificuldade. É importante lembrar que o país tem um papel fundamental nesse debate, já que possui uma grande área florestal e é responsável por gerenciar a maior parte da Bacia Amazônica, considerada o “pulmão do mundo”. No entanto, o país tem sido alvo de críticas devido às políticas ambientais adotadas pelo governo atual, que tem enfraquecido órgãos de proteção ambiental e promovido a exploração desenfreada de recursos naturais, como na Amazônia. Essas ações geram preocupação e colocam em risco não só a biodiversidade e a saúde do planeta, como também a credibilidade do Brasil nas negociações internacionais.
No entanto, apesar dos desafios enfrentados pela delegação europeia na COP 30, é importante lembrar que ainda há esperança. O próprio Acordo de Paris é um exemplo de que quando há vontade política, é possível chegar a um consenso em relação às mudanças climáticas. Ao aderir ao acordo, os países se comprometeram a tomar medidas concretas em direção à sustentabilidade e ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. Isso mostra que há uma conscientização sobre a gravidade do problema e a necessidade de ações efetivas.
Além disso, é importante destacar que mesmo com as dificuldades enfrentadas, houve avanços na COP 30, como por exemplo a autorização para o desenvolvimento de um novo mecanismo de mercado de carbono e a criação da chamada “Fundo de Resiliência
