Adaptar obras literárias para o cinema não é uma tarefa fácil. Afinal, é preciso encontrar o equilíbrio entre a fidelidade ao livro e a adaptação para uma nova mídia, além de agradar aos fãs e conquistar novos espectadores. E quando se trata de um clássico de Stephen King, essa responsabilidade aumenta ainda mais. Porém, parece que o diretor Edgar Wright e o ator Colman Domingo conseguiram lidar muito bem com esse desafio em “O Sobrevivente”, filme que chega aos cinemas brasileiros no dia 20 de janeiro.
Baseado no livro “A Dança da Morte”, “O Sobrevivente” conta a história de um vírus mortal que dizima grande parte da população mundial. Aqueles que sobreviveram são divididos em dois grupos: os que possuem uma imunidade natural e os que foram imunizados de forma artificial. Entre os sobreviventes, está Stu Redman (James Marsden), um homem comum que se vê no meio de uma batalha entre o bem e o mal, representado por Randall Flagg (Alexander Skarsgård).
Para dar vida a esse universo pós-apocalíptico, a escolha do elenco foi fundamental. E um dos destaques é Colman Domingo, que interpreta o personagem Larry Underwood. Em uma entrevista exclusiva ao site Cinema com Rapadura, o ator falou sobre trabalhar com Edgar Wright e adaptar a obra de Stephen King para as telonas.
“Trabalhar com Edgar Wright foi incrível. Ele é um diretor muito talentoso e cheio de ideias criativas. Foi uma experiência muito divertida e desafiadora. Além disso, ele é um grande fã de Stephen King, então pude aprender muito com ele sobre a obra e o universo do autor”, conta Domingo.
Sobre a adaptação do livro para o cinema, o ator ressalta que é preciso encontrar o meio termo entre a fidelidade ao livro e a criação de uma nova narrativa. “Quando se adapta uma obra literária, é preciso encontrar o equilíbrio entre ser fiel ao livro e ainda assim criar algo novo e interessante para o cinema. E acredito que Edgar Wright conseguiu fazer isso muito bem em ‘O Sobrevivente’”, afirma.
Além disso, Domingo destaca a importância de se manter a essência dos personagens e suas jornadas emocionais. “O que mais me atraiu em ‘O Sobrevivente’ foi a jornada dos personagens e como eles lidam com a situação. É importante manter a essência dessas jornadas e dos personagens, mesmo que algumas coisas precisem ser adaptadas para o cinema”, explica o ator.
Outro ponto importante na adaptação de um livro para o cinema é a construção do mundo em que a história se passa. Nesse aspecto, “O Sobrevivente” não decepciona. A produção é visualmente impressionante, com cenários pós-apocalípticos bem construídos e efeitos especiais de alta qualidade. “Foi incrível ver como o mundo de Stephen King foi recriado para as telonas. A equipe de produção fez um trabalho incrível em trazer à vida esse universo tão complexo e sombrio”, elogia Domingo.
Além da parte visual, a trilha sonora também é um elemento importante em “O Sobrevivente”. A escolha de músicas icônicas dos anos 80, como “Don’t Fear the Reaper” do Blue Öyster Cult e “Free Fallin’” de Tom Petty, dá um toque especial ao filme. “A trilha sonora é um elemento crucial para criar a atmosfera do filme. E a escolha de músicas dos anos 80 foi perfeita para trazer a nostalgia e a sensação de apocalipse iminente que a história pede”, comenta o ator.
