Frente Comum e CGTP manifestaram-se, esta quinta-feira, em frente ao Parlamento onde mostraram “cartão vermelho” ao Governo. Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, lamentou a abstenção do Partido Socialista (PS) na votação final global do Orçamento do Estado (OE) para 2020. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, lembrou que os protagonistas deste OE são os mesmos da reforma à lei laboral e apontou para a greve geral marcada para o dia 11 de dezembro.
A manifestação, que contou com a presença de milhares de trabalhadores, teve como objetivo mostrar a insatisfação e o descontentamento com as políticas do Governo em relação aos direitos laborais e sociais. Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes exigiram uma mudança de rumo e uma maior valorização do trabalho e dos trabalhadores.
Sebastião Santana, em declarações à imprensa, expressou a sua decepção com a abstenção do PS na votação final global do OE. Para ele, esta atitude mostra que o partido não está verdadeiramente comprometido com a defesa dos direitos dos trabalhadores. O coordenador da Frente Comum afirmou ainda que o OE não responde às reivindicações dos trabalhadores e que é necessário um orçamento que promova a justiça social e a melhoria das condições de vida dos portugueses.
Tiago Oliveira, por sua vez, destacou que os protagonistas deste OE são os mesmos que promoveram a reforma à lei laboral, que retirou direitos aos trabalhadores e facilitou os despedimentos. Para o secretário-geral da CGTP, este OE é mais um passo na degradação das condições de trabalho e na precarização do emprego. Oliveira reforçou ainda a importância da greve geral marcada para o dia 11 de dezembro, como forma de luta e resistência contra as políticas do Governo.
Ambos os representantes sindicais apontaram para a necessidade de uma mudança de rumo nas políticas laborais e sociais do país. Para eles, é fundamental que o Governo dê prioridade à valorização do trabalho e dos trabalhadores, promovendo a criação de emprego com direitos e a melhoria das condições de trabalho. Além disso, é necessário que sejam tomadas medidas para combater a precariedade e a desigualdade salarial, garantindo uma distribuição mais justa da riqueza produzida.
A manifestação desta quinta-feira foi mais uma demonstração da unidade e da força dos trabalhadores na luta pelos seus direitos. A Frente Comum e a CGTP mostraram que estão unidas na defesa dos interesses dos trabalhadores e que não vão desistir da sua luta. A greve geral marcada para o dia 11 de dezembro promete ser mais um momento de mobilização e de protesto contra as políticas do Governo.
É importante destacar que esta manifestação e a greve geral não são apenas uma resposta ao OE para 2020, mas sim a um conjunto de medidas que têm vindo a ser implementadas pelo Governo nos últimos anos. A reforma à lei laboral, a precariedade, os baixos salários e a falta de investimento nos serviços públicos são apenas alguns exemplos das políticas que têm prejudicado os trabalhadores e a população em geral.
No entanto, apesar das dificuldades e dos desafios, os representantes sindicais mantêm a esperança e a determinação na luta pelos direitos dos trabalhadores. Acreditam que é possível construir um país mais justo e mais solidário, onde o trabalho seja valorizado e os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.
Em suma, a manifestação desta quinta-feira foi mais um sinal de que os trabalh






