Na sexta tarde de campanha para as eleições presidenciais em Portugal, a candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda trouxe à tona uma questão importante: a situação do setor feminino no país. A eurodeputada e candidata ao Palácio de Belém, que lidera essa campanha, defendeu a construção de uma nova forma de fazer política, voltada para a “Democracia paritária”.
A “Democracia paritária” é um conceito que busca a igualdade de gênero na política, garantindo a participação e representatividade igualitárias de homens e mulheres em todos os níveis de poder e tomada de decisão. Infelizmente, essa é uma realidade distante em Portugal, onde as mulheres ainda enfrentam diversos obstáculos para ingressar na política e ocupar cargos de liderança.
Segundo dados do Eurostat, apenas 33% dos deputados portugueses são mulheres, o que coloca o país em 14º lugar na lista de representatividade feminina no parlamento entre os 27 países da União Europeia. Além disso, Portugal ainda não teve uma mulher eleita como Presidente da República, sendo a única exceção a atual presidente interina, Isabel Dias Lourenço.
Diante desse cenário, a candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda propõe uma mudança radical na forma de fazer política em Portugal. A eurodeputada e candidata defende que é preciso construir uma “Democracia paritária”, na qual a participação das mulheres seja incentivada e garantida de forma efetiva.
Em seu discurso de campanha, a eurodeputada destacou a importância de uma maior representatividade feminina na política, afirmando que “as mulheres representam metade da população e, portanto, devem ter o mesmo peso na tomada de decisões que afetam a sociedade como um todo”. Ela também apontou que a falta de representatividade feminina na política é um reflexo da desigualdade de gênero ainda presente na sociedade portuguesa.
A candidata também destacou a importância de políticas públicas que promovam a igualdade de gênero e combatam a violência contra as mulheres. Ela defende a criação de uma rede de apoio às vítimas de violência, a implementação de medidas de igualdade salarial entre homens e mulheres e a ampliação da licença parental para permitir uma maior divisão de responsabilidades entre pais e mães.
Além disso, a eurodeputada também propõe a criação de quotas para garantir a participação de mulheres em cargos de liderança e ações afirmativas para incentivar a participação feminina na política. Ela ressalta que essas medidas são fundamentais para que a “Democracia paritária” seja uma realidade em Portugal.
A candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda também defende a inclusão de pautas feministas no debate político, como a luta pela legalização do aborto e o combate à violência obstétrica. A eurodeputada ressalta que essas são questões fundamentais para garantir os direitos das mulheres e que devem ser debatidas e enfrentadas de forma corajosa e efetiva.
A proposta de construção de uma “Democracia paritária” não se limita apenas à esfera política, mas também abrange outras áreas da sociedade. A eurodeputada defende que é preciso promover uma mudança de cultura, na qual a igualdade de gênero seja uma realidade em todos os âmbitos, seja no trabalho, na educação ou nas relações cotidianas.
Em um momento em que o mundo enfrenta uma pandemia que tem impactado de forma desproporcional as mulheres, é fundamental que a luta pela igualdade de gênero seja uma prioridade na agenda política. A
