O retorno às aulas é sempre um momento de planejamento e organização para as famílias brasileiras. Com o início de um novo ano letivo, surge a preocupação com os custos dos materiais escolares, uniformes e livros didáticos. No entanto, uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva mostra que oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar os materiais do ano anterior, o que demonstra um comportamento mais consciente e econômico por parte das famílias.
De acordo com a pesquisa, realizada em parceria com a QuestionPro, a busca por economia se tornou uma estratégia central das famílias diante dos custos associados ao início do ano escolar. Isso mostra que as famílias estão se tornando mais “profissionais” ao lidar com orçamentos apertados, planejando e organizando suas finanças para garantir o melhor para seus filhos.
No entanto, a pesquisa também aponta que os gastos com materiais escolares ainda geram desgastes financeiros para as famílias. Entre as categorias mais citadas estão o material escolar (89%), uniforme (73%) e livros didáticos (69%). O impacto financeiro é percebido por 88% dos entrevistados, afetando o orçamento familiar. Esse impacto é ainda maior nas classes D e E, com 52% dos entrevistados afirmando que é muito grande. Já entre as classes A e B, esse percentual cai para 32%.
Diante desse cenário, as famílias estão buscando alternativas para reduzir os custos. Dois em cada três brasileiros optam por substituir itens por marcas mais baratas, enquanto 84% afirmam que os preços dos materiais escolares influenciam em decisões em outras áreas, como lazer, alimentação ou contas do mês.
Para economizar, muitos pais estão se adiantando e planejando suas compras ainda em dezembro, separando parte do pagamento do 13° salário e parcelando o restante no cartão de crédito. Além disso, a maioria das famílias pretende fazer suas compras em lojas físicas, combinando com compras online para garantir um consumo mais híbrido.
A pesquisa também mostrou que, apesar dos gastos com materiais escolares afetarem o planejamento financeiro das famílias, elas estão buscando formas de equilibrar o orçamento. É o caso da consultora de vendas Priscilla Pires, de 40 anos, mãe do Gabriel, de 13 anos. Ela conta que procura uma loja com bons preços e faz suas compras em um só lugar para facilitar e economizar tempo. No entanto, Priscilla ressalta que os livros didáticos são a parte mais cara e essencial, impossibilitando a substituição por marcas mais baratas.
Já a professora Priscila Alves, de 40 anos, opta por se adiantar e já solicitar a lista de materiais da próxima volta às aulas em dezembro. Ela aproveita para reaproveitar itens como lápis de cor, mochila, lancheira e estojo, e visita diversas lojas para garantir os melhores preços. Priscila também conta com outros recursos, como aulas particulares e pequenos serviços que ela pode realizar em casa, para equilibrar as contas.
É importante ressaltar que os gastos com materiais escolares não devem ser encarados como um peso financeiro para as famílias, mas sim como um investimento no futuro dos filhos. A educação é um dos pilares mais importantes na formação de um indivíduo, e os pais devem incentivar e apoiar seus filhos nesse processo, buscando formas de equilibrar as finanças da família.
Nesse contexto, é fundamental que o governo e as escolas também adotem
