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Inteligência Artificial. O algoritmo esteve na campanha, já o debate ficou por fazer

O debate sobre a possível intromissão de agentes maliciosos externos nas eleições portuguesas tem sido um tema recorrente nas últimas semanas. E o autor de “Algoritmocracia”, Adolfo Mesquita Nunes, trouxe uma importante reflexão sobre o assunto durante uma entrevista à Renascença.

Como advogado e antigo secretário de Estado do Turismo, Mesquita Nunes tem um profundo conhecimento sobre o funcionamento do sistema político português. E em sua opinião, é preciso começar a discutir a segurança das eleições e a possibilidade de interferência externa.

O autor ressalta que, apesar de ser um tema delicado, é necessário trazer essa questão à luz e debatê-la com seriedade. Afinal, em um mundo onde a tecnologia tem um papel cada vez mais decisivo, é imprescindível garantir a integridade dos processos democráticos.

Mesquita Nunes não está sozinho nessa preocupação. Em diversos países, principalmente nos Estados Unidos, a interferência externa já se mostrou uma realidade, comprovada por investigações e denúncias. E em Portugal, mesmo que ainda não existam evidências concretas, é preciso estar atento e se antecipar a possíveis ameaças.

Mas o que um Presidente da República pode fazer para garantir a segurança das eleições? Segundo Mesquita Nunes, além de tomar medidas concretas, o presidente pode puxar por um debate sobre assuntos relevantes como a requalificação profissional e a literacia mediática.

A requalificação profissional é um tema urgente, principalmente em um contexto de constante evolução tecnológica. O avanço da inteligência artificial e a automação de diversos setores trazem consigo uma transformação no mercado de trabalho. E o futuro presidente precisa estar atento a esse cenário e promover políticas que garantam a adaptação dos trabalhadores às novas demandas do mercado.

Já a literacia mediática é fundamental para que as pessoas possam escolher seus candidatos de forma consciente e crítica. Com a circulação de notícias falsas e a manipulação de informações através das redes sociais, é preciso que a população esteja preparada para discernir o que é verdadeiro do que é falso.

E apesar de serem temas complexos e que exigem ação a longo prazo, Mesquita Nunes acredita que é possível trazê-los para a agenda do próximo presidente. Afinal, é preciso olhar para o futuro e pensar em soluções que garantam uma sociedade mais justa e preparada para os desafios da era digital.

No entanto, o autor também ressalta que, apesar das múltiplas discussões sobre os desafios da inteligência artificial, esses debates ficaram à porta da campanha presidencial portuguesa. E esse é um ponto preocupante.

A tecnologia avança a passos largos e já está presente em diversos aspectos de nossas vidas. Mas ainda é um assunto pouco explorado pelos candidatos durante a campanha eleitoral. E é importante que os futuros governantes levem em consideração as implicações da inteligência artificial em nossa sociedade.

É preciso começar a discutir sobre a regulação da inteligência artificial, a ética em seu uso e o impacto nas relações de trabalho. Além disso, é necessário pensar em políticas que garantam uma transição mais suave para essa nova realidade.

O debate sobre a segurança das eleições e os desafios da inteligência artificial é fundamental para que possamos construir um futuro melhor. E cabe aos nossos líderes estarem preparados e abertos para essas discussões.

Por isso, é importante que os cidadãos também estejam atentos a esses temas e exijam que eles sejam levados em conta pelos candidatos. Afinal, a democracia só se fortalece

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