Com a segunda volta das eleições presidenciais se aproximando, o ex-líder liberal João Cotrim Figueiredo assume que falhou em sua candidatura, mas lança o nome de Luís Montenegro para assumir as responsabilidades pela “péssima escolha” que os portugueses terão que enfrentar no dia 8 de outubro. Apesar da derrota, Cotrim destaca o “movimento otimista” que criou e acredita que alguém agora “pode trilhar” esse caminho – mas nunca diz explicitamente que deseja que seja a Iniciativa Liberal (IL).
O primeiro turno das eleições presidenciais em Portugal foi marcado por uma grande surpresa: a vitória do candidato conservador André Ventura, do partido Chega. Com isso, a disputa pela segunda vaga no segundo turno ficou entre o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa e a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Ana Gomes. Cotrim Figueiredo, que representava a IL, ficou em quarto lugar, com 3,2% dos votos.
Apesar do resultado abaixo do esperado, Cotrim não se abateu e, em entrevista à imprensa, assumiu a responsabilidade pela derrota. “Eu falhei, não consegui convencer os portugueses de que eu era a melhor opção. Mas isso não significa que o movimento que criamos não tenha sido importante”, afirmou o ex-líder liberal.
De fato, a campanha de Cotrim foi marcada por um discurso otimista e propositivo, focado em ideias e soluções para os problemas do país. A IL, que foi fundada em 2017, tem como principal bandeira a defesa da liberdade individual e econômica, e conseguiu atrair um grande número de jovens eleitores, cansados da polarização entre esquerda e direita.
No entanto, mesmo com o crescimento da IL, a candidatura de Cotrim não conseguiu decolar. O ex-líder liberal atribui parte dessa dificuldade à falta de apoio dos meios de comunicação, que, segundo ele, deram mais espaço para os candidatos tradicionais. “Foi uma batalha desigual, mas não podemos nos deixar abater. Temos que continuar lutando pelos nossos ideais”, afirmou Cotrim.
E é nesse contexto que surge o nome de Luís Montenegro. O ex-líder parlamentar do PSD, que agora se desvinculou do partido, foi convidado por Cotrim para assumir a responsabilidade pela “péssima escolha” que os portugueses terão que fazer no segundo turno. Montenegro, que também não conseguiu se eleger para a Assembleia da República nas últimas eleições legislativas, é visto como um nome forte e experiente, capaz de unir diferentes forças políticas em torno de uma candidatura única.
No entanto, Cotrim deixa claro que a decisão final cabe ao próprio Montenegro. “Ele é um homem livre, assim como eu, e pode tomar suas próprias decisões. Mas acredito que ele seria a pessoa ideal para liderar esse movimento otimista que criamos”, afirmou o ex-líder liberal.
Apesar de não ter mencionado explicitamente a IL, é evidente que Cotrim gostaria de ver o partido assumindo um papel de destaque na política portuguesa. E isso pode ser visto como um reflexo da crescente insatisfação da população com os partidos tradicionais, que têm se mostrado incapazes de resolver os problemas do país.
Portugal enfrenta atualmente uma crise econômica e social, agravada pela pandemia de Covid-19. E é nesse cenário que a IL tem se destacado, apresentando propostas inovadoras e corajosas, como a defesa da legalização da cannabis e a redução






