Um ano se passou desde que o controverso Donald Trump voltou à Casa Branca como Presidente dos Estados Unidos. E como era de se esperar, seu primeiro ano no cargo tem sido marcado por polêmicas e decisões que têm colocado o Estado de Direito dos EUA à prova.
Segundo Nuno Garoupa, professor da Universidade George Mason e especialista em direito constitucional, Trump está executando um “teste de stress” ao Estado de Direito na América. O Presidente tem como objetivo principal garantir que as políticas que ele implementou não sejam revertidas por seu sucessor. E para isso, vem desafiando constantemente as instituições que limitam sua ação, como os tribunais e até mesmo o movimento “MAGA”, que o apoia fervorosamente.
Um dos principais pontos de discussão em relação ao governo de Trump é a sua postura em relação às intervenções militares. O Presidente tem adotado uma abordagem mais agressiva e unilateral em relação a conflitos internacionais, desafiando a opinião de especialistas e da própria comunidade internacional. Porém, essa postura tem sido limitada pelo poder dos tribunais, que têm questionado a legalidade de suas ações militares sem a autorização do Congresso.
Outro fato que reflete o “teste de stress” realizado por Trump ao Estado de Direito é o caso Epstein. Jeffrey Epstein, um conhecido empresário e financista americano, foi acusado de tráfico sexual de menores e de abuso infantil. Em 2008, ele foi condenado por esses crimes, mas em 2019 foi preso novamente sob novas acusações. O que chamou a atenção foi o envolvimento de personalidades importantes, como o ex-Presidente Bill Clinton e o próprio Trump, em eventos organizados por Epstein.
No entanto, o que mais surpreendeu foi o fato de Trump ter defendido publicamente Epstein em um evento em 2003, afirmando que ele era um “garoto festeiro fantástico” e que “gostava de meninas bonitas tanto quanto eu e muitas delas são bem jovens”. Essa declaração gerou uma grande repercussão negativa, principalmente com o surgimento de mais evidências contra Epstein. Mas, mesmo assim, Trump continuou defendendo-o, o que levantou suspeitas sobre sua ligação com o empresário.
Esses acontecimentos mostram que Trump está disposto a tudo para garantir que suas políticas não sejam revertidas. E ao desafiar constantemente o Estado de Direito, ele está colocando em risco a estabilidade e a credibilidade das instituições que são pilares fundamentais da democracia americana.
Apesar de todas as polêmicas e controvérsias, o movimento “MAGA” (Make America Great Again) continua apoiando fervorosamente o Presidente. E isso é um reflexo da polarização que existe nos Estados Unidos atualmente, com uma parcela expressiva da população apoiando cegamente suas decisões e outra parcela se opondo veementemente a elas.
No entanto, é importante lembrar que o Estado de Direito é um dos pilares da democracia e deve ser respeitado e defendido por todos, independentemente de suas convicções políticas. O papel das instituições é justamente garantir que as ações de um líder não ultrapassem os limites legais e éticos, e que as políticas implementadas sejam benéficas para a sociedade como um todo, não apenas para um grupo específico.
Portanto, é fundamental que os tribunais e outras instituições continuem limitando a ação de Trump e protegendo o Estado de Direito nos Estados Unidos. E para isso, é necessário que os cidadãos exijam que seus líderes respeitem as leis e os princípios democráticos, e que estejam sempre atentos a possíveis abusos de poder.
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