No último debate televisivo da segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro e André Ventura estiveram frente a frente, num confronto que ficou marcado por trocas de acusações, mas também por momentos de concordância. Ambos os candidatos abordaram temas importantes para o futuro do país, como a revisão constitucional, a imigração e o pacote laboral, mostrando visões diferentes, mas também pontos em comum.
De um lado, António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista, defendeu a necessidade de uma revisão constitucional, afirmando que é preciso adaptar a Constituição às mudanças sociais e económicas do país. Seguro destacou a importância de garantir a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, bem como a proteção dos direitos sociais e laborais. No entanto, André Ventura, candidato do Chega, discordou desta posição, afirmando que a Constituição não precisa de ser revista, mas sim cumprida. Ventura defendeu ainda que é necessário um maior controlo da imigração, alegando que esta tem sido uma das principais causas dos problemas sociais do país.
No que diz respeito à imigração, os candidatos também tiveram opiniões divergentes. António José Seguro enfatizou a importância de uma política de imigração justa e humanitária, que garanta a integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. O candidato socialista destacou ainda a necessidade de combater o racismo e a discriminação, promovendo a diversidade e a inclusão. Já André Ventura defendeu uma política de imigração mais restritiva, com o objetivo de controlar a entrada de estrangeiros no país. O candidato do Chega afirmou que é preciso proteger os interesses dos portugueses e garantir que os imigrantes que entram no país têm condições para se integrar na sociedade.
Apesar das divergências, os candidatos encontraram um ponto em comum na rejeição ao pacote laboral, que tem gerado polémica nos últimos tempos. António José Seguro e André Ventura concordaram que o pacote laboral, tal como está, não serve os interesses dos trabalhadores portugueses. Ambos os candidatos defenderam a necessidade de uma revisão deste pacote, de forma a garantir a proteção dos direitos laborais e a melhoria das condições de trabalho.
Durante o debate, António José Seguro e André Ventura também trocaram acusações, com o candidato socialista a criticar o discurso de ódio e intolerância do candidato do Chega, enquanto Ventura acusou Seguro de estar alinhado com o atual governo e de não ter uma visão clara para o futuro do país. No entanto, apesar das divergências, os candidatos mostraram respeito mútuo e a capacidade de debater ideias de forma construtiva.
Este debate televisivo foi o único da segunda volta das eleições presidenciais, e permitiu aos candidatos exporem as suas ideias e propostas para o país. Ficou claro que existem diferenças entre os dois candidatos, mas também houve momentos de concordância e de diálogo. Independentemente do resultado das eleições, é importante que os portugueses se mantenham unidos e trabalhem em conjunto para enfrentar os desafios que se avizinham.
Em suma, o debate entre António José Seguro e André Ventura foi um momento importante para a democracia portuguesa, permitindo aos candidatos apresentarem as suas visões e propostas para o país. Apesar das divergências, ficou evidente que ambos têm o bem-estar dos portugueses como prioridade e estão dispostos a trabalhar em conjunto para um futuro melhor. Agora,
