A Quercus, uma das principais associações ambientalistas em Portugal, está empenhada em proteger o meio ambiente e promover a sustentabilidade. Recentemente, a associação enviou uma carta ao Governo e à Assembleia da República com propostas para enfrentar um problema cada vez mais preocupante: a venda de toalhetes húmidos não biodegradáveis.
Estes produtos, que são amplamente utilizados na higiene pessoal e na limpeza doméstica, têm causado graves impactos ambientais. Por serem feitos de materiais não biodegradáveis, como plástico e poliéster, os toalhetes demoram anos a se decompor, contribuindo para a poluição dos oceanos e dos solos. Além disso, estes produtos contêm substâncias químicas nocivas que podem afetar a saúde humana e a biodiversidade.
Por isso, a Quercus está a defender a proibição da venda de toalhetes húmidos não biodegradáveis em Portugal. A associação também está a propor a criação de um selo “Biodegradável” para identificar os produtos que são verdadeiramente amigos do ambiente. Este selo seria concedido apenas às empresas que cumprem determinados critérios de sustentabilidade, como utilizar materiais biodegradáveis e não utilizar substâncias químicas prejudiciais.
A Quercus acredita que estas medidas são fundamentais para enfrentar um problema que está a crescer exponencialmente. De acordo com a associação, em Portugal são vendidos cerca de 100 milhões de toalhetes húmidos por ano, o que equivale a cerca de 10 milhões de euros em vendas. Além disso, estes produtos são frequentemente utilizados de forma inadequada, sendo descartados no vaso sanitário em vez de serem colocados no lixo, o que agrava ainda mais o problema.
A proibição da venda de toalhetes húmidos não biodegradáveis seria um passo importante para reduzir a poluição e proteger o meio ambiente. Além disso, a criação do selo “Biodegradável” incentivaria as empresas a adotarem práticas mais sustentáveis e responsáveis. A Quercus acredita que estas medidas podem ser um exemplo para outros países e contribuir para uma mudança global em relação ao uso de produtos descartáveis e não biodegradáveis.
A questão dos toalhetes húmidos não biodegradáveis não é nova. Em 2019, a Comissão Europeia aprovou uma nova lei que proíbe a venda de produtos descartáveis de plástico, como cotonetes e talheres, a partir de 2021. No entanto, os toalhetes húmidos não foram incluídos nesta lista, o que demonstra a necessidade de uma ação mais abrangente e eficaz por parte dos governos.
A Quercus também alerta para o facto de que os toalhetes húmidos não são apenas um problema ambiental, mas também um problema económico. A longo prazo, a limpeza e a remoção destes produtos dos sistemas de tratamento de águas residuais têm um custo significativo para as autarquias e, consequentemente, para os contribuintes. Portanto, a proibição da venda de toalhetes não biodegradáveis também pode trazer benefícios económicos, além dos benefícios ambientais.
A associação espera que o Governo e a Assembleia da República levem em consideração as suas propostas e tomem medidas concretas para resolver este problema. A Quercus também apela aos consumidores para que façam escolhas conscientes e optem por produtos biodegradáveis e sustentáveis. Pequenas mudanças nos nossos hábitos diários podem ter um grande impacto na preservação do meio ambiente.
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