A conscientização sobre o diagnóstico e o tratamento precoce do câncer de mama é um assunto que precisa ser abordado com seriedade e responsabilidade. Afinal, essa doença é uma das principais causas de morte entre as mulheres e, por muitas vezes, pode ser prevenida ou tratada com mais eficácia se detectada cedo.
No entanto, apesar de toda a informação disponível, ainda há muitas pessoas que desconhecem os sintomas e a importância da realização de exames periódicos para o diagnóstico precoce. Por isso, é fundamental que esse tema seja abordado em diferentes espaços, incluindo os eventos esportivos, como foi o caso dos Jogos Universitários Brasileiros realizados recentemente em Natal, Rio Grande do Norte.
Durante o evento, a Confederação de Desporto Universitário (CBDU) promoveu uma conversa no palco principal do Boulevard dos Atletas, com a participação de remadoras da equipe Reamar e mulheres que enfrentaram ou ainda enfrentam o câncer de mama. A iniciativa faz parte do CBDU Social, um programa que tem como objetivo utilizar o esporte universitário como uma ferramenta de impacto social.
A remadora Carla Alves, uma das fundadoras do grupo Reamar, compartilhou sua experiência com o movimento Remadoras Rosa do Brasil. Segundo ela, foi uma surpresa descobrir que poderia praticar a modalidade do remo após enfrentar seis anos de tratamento contra o câncer de mama. Esse é um exemplo de como o esporte pode ser uma fonte de incentivo e superação para as mulheres que passam por essa doença.
A participação da professora Carla no evento mostrou que é possível continuar levando uma vida ativa e saudável, mesmo após o câncer. Mais do que isso, é uma forma de incentivar outras mulheres a não desistirem de seus sonhos e objetivos, mesmo diante das adversidades.
Outra participante da conversa foi Maria da Conceição Nascimento, uma dona de casa que se curou do câncer em 2022, mas teve uma recidiva este ano, sendo obrigada a retirar a mama inteira. Apesar disso, ela se mostra determinada e esperançosa em poder voltar a remar após a liberação dos médicos. Para Maria, a oportunidade de participar da equipe Reamar trouxe não só a prática do esporte, mas também o apoio e a amizade de outras mulheres que entendem o que ela está passando.
Esse é um ponto importante a ser destacado: o esporte não é apenas uma atividade física, mas também um meio de promover a socialização, a troca de experiências e a formação de vínculos entre as pessoas. E isso é fundamental para quem está enfrentando uma doença como o câncer de mama, que mexe com o emocional e a autoestima das mulheres.
O encontro com as remadoras será repetido na próxima quarta-feira (15), com o intuito de promover mais uma rodada de conversa e conscientização sobre o câncer de mama. A coordenadora do CBDU Social, Elaine Morellato, ressalta a importância de abordar esse assunto de forma contínua e consciente. Segundo ela, o tema é sensível e deve ser tratado com muito cuidado e respeito, afinal, muitas mulheres, incluindo a própria Elaine, são sobreviventes do câncer de mama.
Além de conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce, o evento também busca incentivar as mulheres a adotarem hábitos saudáveis em suas vidas, como a prática de atividades físicas e uma alimentação equilibrada. Essas medidas podem ajudar na prevenção de várias doenças, incluindo o câncer de mama.
O Outubro Rosa é um mês dedicado à conscientização e prevenção do câncer de mama,






