Nobel da Paz deste ano diz que há “ameaças diretas” contra a sua vida
No dia 9 de outubro, o comitê do Nobel da Paz anunciou que o prêmio deste ano seria concedido ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, por seus esforços em alcançar a paz e a cooperação internacional, especialmente por seu papel na resolução do conflito entre a Etiópia e a Eritreia. No entanto, no mesmo dia, Abiy Ahmed revelou que estava enfrentando ameaças diretas contra sua vida.
O primeiro-ministro, que tem sido elogiado por suas reformas políticas e sociais desde que assumiu o cargo em abril de 2018, disse que recebeu informações sobre possíveis ataques contra ele e sua família. Ele também mencionou que as ameaças vêm de grupos extremistas que se opõem às suas políticas de unificação e paz.
Essas ameaças não são novidade para o líder etíope. Em junho de 2018, apenas dois meses após assumir o cargo, ele escapou de um ataque com granada em um comício político na capital, Adis Abeba. O incidente deixou dois mortos e mais de 150 feridos. No entanto, Abiy Ahmed não se deixou intimidar e continuou a trabalhar incansavelmente para promover a paz e a estabilidade em seu país e na região.
Agora, com o reconhecimento internacional do Prêmio Nobel da Paz, as ameaças se intensificaram. No mesmo dia em que o anúncio foi feito, a Venezuela fechou suas fronteiras com a Noruega, onde está sediado o comitê do Nobel da Paz. A medida foi interpretada como uma tentativa de impedir que Abiy Ahmed viajasse para Oslo para receber o prêmio em dezembro deste ano.
No entanto, o primeiro-ministro etíope não se deixou abalar pelas ameaças e reafirmou seu compromisso com a paz e a unidade. Em uma entrevista coletiva, ele disse: “Não tenho medo da morte. Eu só tenho medo de Deus. Nada pode me impedir de fazer o que é certo para o meu povo e para a paz na região”.
Essas palavras refletem a coragem e a determinação de Abiy Ahmed em enfrentar os desafios e obstáculos em sua busca pela paz. Seu trabalho árduo e compromisso com a reconciliação e a unidade têm sido reconhecidos não apenas pelo comitê do Nobel da Paz, mas também por líderes e cidadãos de todo o mundo.
O presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, que assinou um acordo de paz com Abiy Ahmed em 2018, parabenizou o primeiro-ministro pelo prêmio e destacou seu papel na transformação da região. Além disso, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou Abiy Ahmed por seus “esforços determinados para construir uma paz duradoura e promover reformas democráticas”.
O Prêmio Nobel da Paz é um reconhecimento importante para Abiy Ahmed e para a Etiópia, mas também é um lembrete de que ainda há muito a ser feito para alcançar a paz e a estabilidade na região. O primeiro-ministro tem enfrentado desafios internos, como o conflito étnico e a pobreza, e também externos, como a tensão com o Egito em relação à construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope.
No entanto, Abiy Ahmed tem mostrado que é possível superar esses desafios com diálogo, cooperação e liderança corajosa. Seu trabalho em prol da paz e da unidade é um exemplo inspirador para líderes em todo o mundo e uma mensagem de esperança para todos nós.
Em um momento






