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Portuguesa empata em mata-mata decisivo da Série D

Portuguesa empata em mata-mata decisivo da Série D
Fonte: ge.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2026/06/21/opiniao-lusa-flerta-com-o-ceu-pisca-para-o-inferno-e-traz-decisao-para-junto-da-torcida.ghtml

Portuguesa empata fora de casa no mata-mata da Série D

O confronto entre Portuguesa e Sampaio Corrêa-RJ, válido pela segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, terminou em 1 a 1. A Portuguesa Série D conseguiu arrancar um empate longe de seus domínios, em Saquarema, no interior do Rio de Janeiro, em partida que movimentou torcedores de ambos os times. O resultado mantém viva a esperança de acesso para os rubro-verdes, que agora dependem do confronto decisivo no Estádio do Canindé.

O mata-mata da Série D trouxe consigo toda dramaticidade característica das decisões. Jogadores da Portuguesa chegaram à região serrana fluminense dispostos a conquistar um resultado positivo, mas esbarraram em um adversário que aproveitou bem suas oportunidades, apesar da inferioridade técnica demonstrada durante a maior parte do embate.

O cenário diferente do confronto

O Estádio Lourival Gomes, localizado em Saquarema, apresentava um cenário completamente distinto daquele esperado para um jogo de mata-mata. Construído em 2010 e ampliado em 2016, com modernizações realizadas em 2025, o estádio possui capacidade para pouco mais de quatro mil espectadores. O entorno, repleto de montanhas, pastagens e criações de gado, contrastava significativamente com a tensão de uma partida eliminatória.

A localização do estádio, na zona rural de Saquarema, distante aproximadamente quarenta minutos do litoral, reforçava a singularidade do confronto. Torcedores da Portuguesa percorreram entre seis e sete horas de estrada para acompanhar seus atletas nessa segunda fase da Série D, enquanto a torcida local manteve-se pouco participativa durante grande parte do duelo.

Primeiro tempo: Portuguesa dominou mas desperdiçou oportunidades

Durante os primeiros quarenta e cinco minutos, a Portuguesa demonstrou clara superioridade. O time técnico, sob comando de Ademir Fesan, marcou alto, dificultou a saída de bola do volante Pablo e neutralizou praticamente todos os domínios do meia Walber. O centroavante experiente Elias do Sampaio Corrêa-RJ raramente recebeu bolas em boas condições de ataque.

Apesar dessa superioridade, a equipe paulista enfrentou dificuldades persistentes na conversão do volume de jogo em oportunidades claras de gol. Os jogadores rubro-verdes alternavam entre jogadas pelas laterais, com Igor Torres e Toró, e ataques pelo meio, coordenados por Thiaguinho. O centroavante Cadorini apresentava mobilidade superior, porém o time encontrava problemas tanto para abrir espaços de arremate quanto para direcionar os chutes com precisão.

O erro arbitral que marcou o primeiro tempo

Um incidente arbitral comprometeu significativamente o desempenho ofensivo da Portuguesa nessa primeira etapa da Série D. Aos dezenove minutos, o árbitro Emerson Souza Silva deixou de assinalar penalidade clara em favor da equipe paulista. João Diogo cobrou falta da entrada da área, o goleiro Zé Carlos espalmou e João Vitor tentou aproveitar o rebote. O lateral-esquerdo Guilherme do Sampaio Corrêa-RJ, com os braços abertos, interceptou a bola com a mão, alterando completamente sua trajetória.

Essa falha arbitral representava possibilidade concreta de mudança nos rumos da partida de mata-mata. Um gol de penalidade naquele momento transformaria em resultado a superioridade rubro-verde demonstrada no campo. A reclamação dos jogadores não surtiu efeito, e a Portuguesa encerrou o primeiro tempo sem conseguir vencer apesar da nítida vantagem técnica.

Segundo tempo: o gol do Sampaio Corrêa e a reação portuguesa

A retomada trouxe desvantagem imediata para a Portuguesa Série D. Apenas três minutos após o intervalo, em jogada de escanteio pela direita, Ryan cabeceou com extrema liberdade. A bola quicou no gramado e o goleiro Bertinato, ao tentar espalmar, empurrou a esfera para o fundo das redes. O quique adverso dificultou a defesa, mas a falha do goleiro contribuiu significativamente para o resultado.

Esse gol alterou fundamentalmente o padrão do mata-mata. O Sampaio Corrêa-RJ, que havia oferecido praticamente nenhuma ameaça até então, adquiriu relevância no jogo e passou a cumprir o papel defensivo necessário. A Portuguesa enfrentava agora a necessidade de se lançar ao ataque, situação que exigiu mudanças táticas do técnico Fesan.

As substituições começaram a aparecer gradualmente. Lucas Hipólito, Denis, Cauari e Thiago Rubim entraram em campo para oxigenar o ataque rubro-verde. A equipe paulista passou a contar praticamente com uma linha de quatro atacantes, enquanto Denis assumia responsabilidade pela ligação e Portuga se desdobrava na transição.

O empate que trouxe esperança

A persistência característica da Portuguesa em mata-mata de Série D finalmente se converteu em resultado. Denis conseguiu encaixar passe de qualidade da intermediária, a bola conseguiu manter trajetória apesar das irregularidades do gramado, e Cauari explorou o costado do marcador para invadir a área pela esquerda. Após dominar, o atacante finalizou.

O goleiro Zé Carlos espalmou, e Cadorini, acreditando na continuidade da jogada, vinha de trás. O centroavante pegou o rebote na passada e ainda precisou empurrar para garantir que a bola entraria. O gol despertou explosão entre os torcedores rubro-verdes que acompanhavam a partida na arquibancada visitante.

O empate representava resgate importantíssimo. A Portuguesa conseguiu equilibrar o mata-mata através de vontade e insistência, características típicas de disputas na Série D. O resultado corrigiu o erro do sistema defensivo, igualou novamente o jogo e trouxe a definição de volta ao Canindé, onde a equipe paulista necessita apresentar futebol superior.

A volta para casa e a oportunidade no Canindé

A jornada de retorno para São Paulo levava consigo sentimentos contraditórios entre a torcida rubro-verde. De um lado, o reconhecimento de que o time teria de deixar Saquarema com vantagem, considerando a superioridade demonstrada no primeiro tempo. De outro, a compreensão de que aquele empate representava uma dádiva, uma oportunidade para corrigir as deficiências apresentadas.

Agora o mata-mata apresenta novo contorno. Não há mais a vantagem fora de casa, pois ambas as equipes buscam apenas a vitória. O Canindé se torna cenário crucial onde a Portuguesa necessita converter a superioridade técnica que demonstrou em Saquarema em gols efetivos. A redução da margem para erro torna-se imperativa para viabilizar o acesso almejado.

Tanto para a SAF quanto para a comissão técnica e elenco, correções e evoluções se fazem necessárias. Paralelamente, a torcida deve demonstrar a importância que atribui ao acesso, proporcionando ao Canindé o clima de decisão que a Série D merece. A Portuguesa flertou entre o sublime e o trágico, mas trouxe a definição para onde realmente importa: para junto de seus apaixonados.

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