Prato feito registra alta significativa no primeiro semestre
O tradicional prato feito, reconhecido historicamente como uma das opções mais acessíveis para quem almоça fora de casa, apresenta uma realidade diferente em 2024. Dados do Índice Prato Feito (IPF), desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP), revelam que o preço médio dessa refeição atingiu R$ 31,90 em junho, representando uma elevação de 5,4% comparado a março e 7,2% quando considerado o período desde janeiro.
Esse cenário impacta diretamente a rotina dos trabalhadores brasileiros. Um profissional que se alimenta fora durante todos os vinte dias úteis de um mês investe aproximadamente R$ 638 apenas nessa refeição principal, valor que não abrange café matinal, lanches intermediários ou refeição noturna.
Inflação de alimentos desacelera, mas restaurantes continuam reajustando
O fenômeno observado no prato feito contrasta com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês de junho, o índice referente ao grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,24%, contribuindo para que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) —inflação oficial brasileira— crescesse apenas 0,16% mensalmente.
Entretanto, as refeições consumidas fora do domicílio mantêm trajetória diversa. Embora tenha registrado expansão de apenas 0,15% em junho, inferior aos 0,49% de maio, essa categoria permanece sob pressão inflacionária. Enquanto produtos como café em pó, frutas frescas e carnes apresentaram redução de preços, o custo relacionado à alimentação em bares e restaurantes segue em alta.
Componentes invisíveis no preço final do prato feito
A elevação do prato feito extrapola a simples variação dos ingredientes utilizados. Rodrigo Simões Galvão, economista responsável pela coordenação técnica do Índice Prato Feito, explica que a composição do preço final envolve múltiplas camadas de custos operacionais.
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