Rappers indígenas ganham destaque no novo projeto de Anitta
Os rappers indígenas do grupo Brô MC's conquistaram seu espaço no aguardado álbum "EQUILIBRIVM II" de Anitta. A participação ocorre na faixa "OKE", que também conta com a presença da rapper indígena Katú Mirim. A composição é a 12ª faixa do projeto e foi lançada na quinta-feira (23) de maio, às 21h, em todas as plataformas digitais de streaming e áudio.
Quem são os Brô MC's
O grupo Brô MC's é oriundo de Mato Grosso do Sul e é reconhecido nacionalmente como o primeiro grupo de rap indígena do Brasil. Formado pelos integrantes Bruno Veron, Clemerson Batista, Kelvin Mbaretê, Jhonis e CH MC, os rappers indígenas iniciaram suas atividades em 2009, há mais de uma década propagando mensagens por meio do hip-hop.
Desde sua fundação, o coletivo utiliza a música como ferramenta de expressão para relatar suas próprias vivências, desconstruir preconceitos e estereótipos relacionados aos povos originários, além de amplificar a riqueza cultural das etnias Guarani e Kaiowá. A proposta artística dos rappers indígenas vai além do entretenimento, funcionando como instrumento de conscientização e afirmação identitária.
Trajetória e reconhecimento internacional
Os integrantes do Brô MC's já participaram de eventos de grande relevância nacional e internacional. Entre as principais participações estão apresentações no Grammy Latino, no G20, no festival Global Citizen e no tradicional Rock in Rio. Essas experiências consolidaram os rappers indígenas como representantes autênticos da cultura originária brasileira no cenário musical global.
Detalhes do álbum Equilibrium II
"EQUILIBRIVM II" representa a segunda etapa do projeto conceitual de Anitta. O álbum reúne uma impressionante lista de colaboradores, incluindo artistas de diferentes gêneros musicais e contextos culturais. Entre os participantes estão Shakira, Marina Sena, Liniker, Luedji Luna, Rincon Sapiência, Ponto de Equilíbrio, Os Garotin, Melly, Ebony e Emanazul.
A primeira parte do projeto foi disponibilizada em abril do mesmo ano, e a sequência mantém a proposta de trazer artistas diversos que refletem a pluralidade musical brasileira e internacional. A inclusão dos rappers indígenas no projeto evidencia o compromisso de Anitta em amplificar vozes historicamente marginalizadas no cenário da música popular.
A faixa OKE e sua importância
A participação dos rappers indígenas na faixa "OKE" ganha ainda mais relevância ao considerar que Katú Mirim também integra a composição. Essa colaboração marca um momento significativo para a visibilidade dos povos originários na música brasileira contemporânea, permitindo que artistas indígenas alcancem públicos mais amplos através de uma plataforma de grande alcance.
A faixa funciona como ponte entre diferentes universos sonoros e culturais, demonstrando que o rap indígena possui qualidade artística e relevância para estar ao lado de grandes nomes da indústria fonográfica brasileira.
Panorama geral da tracklist
O álbum completo apresenta 17 faixas, cada uma com características únicas. A presença de "OKE" como a 12ª composição do disco reforça a importância dada pela produção ao trabalho dos rappers indígenas. A diversidade de participações reflete a intenção de criar uma obra que dialogue com múltiplas correntes musicais e públicos.
A divulgação da lista de faixas e participações foi anunciada por Anitta através de seu perfil no Instagram, gerando expectativa entre fãs e apreciadores de música que acompanham tanto a carreira da cantora quanto o trabalho dos rappers indígenas do Brô MC's. Essa estratégia de comunicação demonstra a importância conferida ao projeto e suas colaborações para o público digital.
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