Projeto de segurança atrasado há um ano
O videomonitoramento no Parque do Sabiá em Uberlândia continua longe de ser concluído, mesmo após doze meses do anúncio inicial do projeto. A situação revela um quadro preocupante de atrasos que prejudicam a segurança de milhares de visitantes diários. De um total de 120 câmeras previstas, apenas 32 foram implementadas até o momento, representando menos de 27% do projeto original.
O videomonitoramento do Parque do Sabiá foi concebido como uma solução estratégica para reduzir ocorrências criminosas em um espaço que recebe mais de cinco mil pessoas diariamente. No entanto, a falta de celeridade nas obras deixou a população desprotegida e vulnerável a delitos que continuam acontecendo regularmente.
Situação atual do sistema de câmeras
Conforme o plano original da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), o videomonitoramento deveria distribuir 120 câmeras em 60 postes estrategicamente posicionados ao longo dos cinco quilômetros de pista de caminhada, com espaçamento de 41 metros entre cada instalação. Contudo, apenas 32 unidades foram ativadas até o presente momento.
As câmeras instaladas encontram-se distribuídas em duas áreas principais: 16 unidades no trecho adjacente ao Bairro Santa Mônica e outras 16 na entrada do Bairro Tibery. As imagens capturadas são monitoradas em tempo real por uma central de controle localizada na administração do parque, operada por uma empresa sediada em Goiânia.
Custos e investimentos realizados
A Prefeitura de Uberlândia já investiu mais de R$ 19 mil na instalação do serviço de videomonitoramento no parque. Além disso, há despesas mensais de manutenção que giram em torno de R$ 1.900, representando um custo anual significativo para a administração municipal.
Apesar dos investimentos realizados, o retorno em termos de segurança permanece insatisfatório. O estacionamento do parque, identificado como um dos principais pontos de vulnerabilidade, não foi incluído no escopo original do projeto de monitoramento. Uma estrutura elevada foi construída pela Futel em janeiro para facilitar a observação desta área, mas os frequentadores relatam que a medida não resolveu o problema.
Crescimento da criminalidade no local
Dados fornecidos pela Polícia Militar indicam um aumento no número de ocorrências criminosas dentro do parque durante o segundo semestre do ano anterior. A PM executa monitoramento em pontos estratégicos onde há maior incidência de crimes, particularmente nos períodos noturnos. Entretanto, essa vigilância mostrou-se insuficiente para coibir delitos.
Frequentadores continuam relatando furtos e roubos no local. O consultor de negócios Mardel Sacramento teve seus celulares, dinheiro e cartões subtraídos enquanto realizava atividades no parque. Segundo seu relato, guardas confirmaram que este tipo de ação é comum no espaço.
Relatos de vítimas de roubos
A analista de logística Laura Perez também foi vítima de crime no estacionamento do parque. Seu notebook foi roubado do interior do veículo sem sinais evidentes de arrombamento, causando prejuízo estimado em R$ 7 mil. Laura destaca a ironia de acreditar estar em segurança em um estacionamento de parque público, onde ainda não há videomonitoramento adequado.
Estes relatos exemplificam a realidade enfrentada por milhares de visitantes que utilizam o Parque do Sabiá diariamente, expostos a riscos que poderiam ser mitigados com a conclusão do projeto de câmeras de segurança.
Falta de respostas oficiais
Solicitações de entrevista e esclarecimentos à Futel sobre o cronograma de implantação das câmeras restantes permaneceram sem resposta. A instituição não forneceu informações sobre quando as obras serão retomadas ou quando o projeto de videomonitoramento será finalizado. Esta falta de transparência agrava a frustração dos frequentadores e da população uberlandense.
O atraso de um ano na conclusão do projeto sugere possíveis problemas de gestão, disponibilidade orçamentária ou questões técnicas não esclarecidas publicamente. A ausência de comunicação oficial dificulta a compreensão das causas reais dos atrasos e impossibilita que a comunidade tenha expectativas realistas sobre quando desfrutará de segurança adequada no espaço público.
Perspectivas futuras
A continuação deste cenário de videomonitoramento incompleto no Parque do Sabiá representa um desafio que demanda atenção urgente das autoridades municipais e estaduais. Sem a conclusão do projeto, a segurança dos visitantes permanecerá comprometida, e investimentos já realizados não atingirão seu potencial máximo de eficácia.
A população espera por respostas concretas e um cronograma viável para a finalização das 88 câmeras faltantes, bem como a extensão do videomonitoramento para áreas críticas como o estacionamento, transformando o Parque do Sabiá em um espaço verdadeiramente seguro para lazer e prática de atividades físicas.
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