Proposta de combate ao crime organizado em São Paulo
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reafirmou seu compromisso com o combate ao Comando Vermelho durante uma agenda de campanha na Zona Sul da capital nesta quarta-feira (30). Em conversa com jornalistas antes de uma carreata que percorreu bairros vulneráveis, Haddad detalhou sua estratégia para enfrentar a infiltração da organização criminosa no estado.
A proposta central apresentada por Haddad envolve a criação de uma agência antifacção que funcionaria em parceria com a Polícia Federal e a Receita Federal. De acordo com o candidato, o modelo se basearia na Operação Carbono Oculto, descrita como a maior operação de combate à corrupção da história brasileira.
Estratégia integrada de segurança
Na avaliação de Haddad, a integração das forças de segurança do país seria fundamental para o sucesso da iniciativa. "A agência antifacção que eu pretendo montar, tendo como referência a Operação Carbono Oculto, a maior operação de combate à corrupção da história, acho que é o caminho pra gente integrar as forças de segurança do país", afirmou o candidato petista.
Esta não foi a primeira vez que Haddad abordou a questão do Comando Vermelho durante a campanha. O tema também foi destaque no debate realizado na terça-feira (29), quando o candidato discutiu tanto a entrada da organização criminosa no interior do estado quanto a infiltração do PCC em instituições públicas paulistas.
Carreata pela Zona Sul
A agenda de campanha de Haddad nesta quarta-feira incluiu uma extensa carreata que percorreu diversos bairros da região sul de São Paulo. O trajeto começou em Cidade Dutra por volta das 11h30 e seguiu por Interlagos, Capela do Socorro e Grajaú, já no extremo da Zona Sul.
Durante o percurso, o candidato manteve contato direto com eleitores, tirando fotos, acenando para quem passava pelas ruas e cumprimentando pessoas que se aproximavam do carro de som. Após o almoço, Haddad visitou ainda o Jardim Ângela e o Capão Redondo, dois dos distritos mais vulneráveis da cidade segundo o Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo.
Intenção de concentrar campanha em regiões não visitadas
Haddad também informou que nos próximos dias pretende concentrar sua agenda em locais que ainda não visitou durante a campanha. Esta estratégia reflete a intensificação dos esforços a poucos dias do primeiro turno das eleições, que ocorrerá em breve.
Cenário eleitoral e pesquisa Quaest
Segundo pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (29), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) registra 24%. A pesquisa foi realizada com 1.800 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 28 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Na comparação com levantamento anterior realizado em 23 de setembro, Tarcísio manteve sua votação em 44%, enquanto Haddad apresentou redução de 3 pontos percentuais (estava em 27%). Os demais candidatos mantiveram seus percentuais: Vera Lúcia (PSTU) com 1%, Vivian Mendes (UP) com 1%, Izadora Dias (PCO) com 1% e Carlos Machado (PCB) com 1%.
O número de indecisos aumentou de 14% para 16%, enquanto o percentual de votos em branco, nulo ou abstenção subiu de 11% para 12%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-01590/2026.
Foco em segurança pública
A ênfase que Haddad coloca no Comando Vermelho e na segurança pública reflete a preocupação com temas relacionados ao combate ao crime organizado em São Paulo. A presença de organizações criminosas nas cidades paulistas tem sido um assunto relevante no debate político estadual, especialmente considerando a vulnerabilidade de determinadas regiões.
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